ACÇÕES DA HCB: Iniciado o processo para venda

ACÇÕES DA HCB: Iniciado o processo para venda

Iniciou o processo que culminará com a venda de 7.5 por cento das acções da Hidroeléctrica de Cahora Bassa (HCB) para cidadãos moçambicanos.

Ontem, em conferência de imprensa havida em Maputo, Manuel Gameiro, administrador executivo da HCB, explicou que, juntamente com a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) e com a assessoria de uma empresa britânica, a sua instituição está já a estruturar a operação da venda das acções.

“A primeira etapa é esta que estamos agora a seguir e que inclui o desenho da operação, a determinação dos critérios da venda e o preço das acções, bem como a realização de algumas aprovações legais necessárias para que o processo avance”, disse.

Segundo Gameiro, seguir-se-á uma etapa em que os vários investidores irão aplicar os seus recursos financeiros para a aquisição das acções.

“Esta etapa será liderada pelos intermediários financeiros que são os bancos comerciais a operar em Moçambique. A terceira etapa será a colocação das acções em função das ordens de compra que os bancos irão transmitir à BVM, sendo a quarta e última fase a colocação das acções aos investidores”, frisou.

Questionado sobre o tempo que poderá durar todo o processo, Manuel Gameiro disse que “neste momento é difícil apontar uma data exacta, mas estimamos que dure entre quatro e cinco meses para que as acções sejam colocadas efectivamente em bolsa”.

“Neste momento, estamos a avaliar o valor das acções da HCB em mercado bolsista e este estudo é que vai determinar o preço da sua transacção ao público. Mas posso garantir que somos uma empresa única no sector de energia com um balanço robusto e com rendimentos financeiros positivos”, disse.

O administrador da HCB lembrou que a empresa conseguiu amortizar, com uma antecipação de 18 meses, a dívida de cerca de 800 milhões de dólares norte-americanos contraída ao Estado português, aquando do processo de reversão do empreendimento.

Questionado sobre se estariam criadas as condições para garantir a transparência do processo, o presidente do Conselho de Administração da BVM, Salim Valá, que estava também presente na conferência de imprensa, disse que o Governo pretende “que os moçambicanos façam parte deste movimento de democratização, de socialização e de massificação do uso de um activo que são as acções da HCB”.

“O processo de transparência vai ser assegurado, porque se pretende que os moçambicanos sejam elementos importantes do crescimento e desenvolvimento económico inclusivo, que é uma das grandes preocupações do governo”, afirmou Valá.

De referir que a decisão de vender 7.5 por cento do total das acções detidas pelo Estado moçambicano na HCB, para novos accionistas nacionais, sem qualquer tipo de distinção racial, religiosa, política e social foi feita semana passada pelo presidente da República, Filipe Nyusi.

Actualmente, o Estado detém 92.5 por cento das acções da HCB, enquanto os remanescentes 7.5 por cento estão na posse da empresa portuguesa Redes Energéticas Nacionais (REN).

Fonte: Jornal Noticias

 

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