Alunos amotinados no MINEDH exigindo a não extinção das dispensas

Alunos amotinados no MINEDH exigindo a não extinção das dispensas

Cerca de trezentos alunos do primeiro e segundo ciclos de sete escolas da cidade de Maputo, marcharam esta sexta-feira (18), desde as bombas BP do Alto-maé até ao edifício do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), para exigir que se reponha a dispensa, ora retirada pelo sector da educação com as alterações efectuadas quer nos processos de exame, assim como na revogação das dispensas. Na concepção dos alunos não faz sentido implementar essas medidas ainda este ano, visto que constitui uma afronta aos seus direitos e também por ter sido anunciado tardiamente, ou seja, após o arranque do ano lectivo.

Deise, uma das líderes desse movimento de manifestantes diz que não faz sentido introduzir uma medida que prejudica em grande medida os alunos. “A marcha significa indignação e sentido de revolta com a anulação da dispensa e retomada de exames em número maior na décima e décima segunda classes (com sete e oito exames, respectivamente), por isso, que viemos aqui para que o ministério esclareça as razões que estão por detrás dessa medida relâmpago”, desabafou.

Ademais, os alunos exigem explicações da ministra Conceita Sortane sobre a medida que é vista pelos alunos como injusta, desencorajadora e que poderá reduzir a dedicação dos alunos ( competição) para aquisição de boas notas. Deise uma das porta-vozes diz ter recebido promessas de que seriam recebidas para receber esclarecimentos sobre o sucedido.

No entanto, a nossa interlocutora mostra-se preocupada com a polícia que veio armada até aos dentes como forma de desencorajar-nos para que prossigamos com a reivindicação. “Mas nós não vamos sair daqui sem que a ministra ou qualquer outra pessoa da direção do ministério nos receba e esclareça com detalhes porque de medida punitiva para com os alunos”, acresceu.

De referir que a marcha começou nas bombas de combustível da BP que se encontra a escola primária do Alto maé e a Escola Secundária Francisco Manyanga até ao MINEDH. Até as 13h40min quando  a manchete se retirou do local os alunos ainda não tinham sido recebidos pela direção do ministério.

 

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