Assassinato de Mahamudo Amurane, ex edil de Nampula : Investigações prosseguem

Assassinato de Mahamudo Amurane, ex edil de Nampula : Investigações prosseguem

– Ilídio José Miguel, diretor-geral do SERNIC

O diretor-geral do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Ilídio José Miguel, disse ontem, em Maputo, que as investigações para o esclarecimento do assassinato do então presidente do município de Nampula, Mahamudo Amurane, prosseguem e promete partilhar os resultados operativos caso sejam identificados os sujeitos criminais.

“As investigações estão em curso e iremos partilhar os resultados alcançados. Por agora, estamos apostados na redução da pendência processual, esclarecendo os crimes, sobretudo com autores desconhecidos”, disse Miguel, respondendo a uma questão colocada pela imprensa.

Mahamudo Amurane governava pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM), mas, nos últimos meses, devido a problemas internos de relacionamento com a liderança do partido, ele estava a afastar-se gradualmente daquela formação política.

Em Agosto de 2017, admitiu a possibilidade de deixar o partido e concorrer à presidência do município de Nampula, nas autárquicas de Outubro deste ano, encabeçando um outro projecto político, sonho que não chegou a se concretizar devido à sua morte.

Miguel falava na sequência da passagem do primeiro ano da criação do SERNIC através da Lei n.˚ 2/2017, de 9 de Janeiro, como um serviço público de investigação criminal de natureza paramilitar, auxiliar da administração da Justiça e que veio extinguir a Polícia de Investigação Criminal (PIC).

Mahamudo Amurane foi assassinado na sua residência privada a 4 de Outubro de 2017, em pleno dia da paz, na cidade de Nampula.

Na ocasião, Ilídio Miguel congratulou-se pelo facto de ter reduzido o registo de casos de raptos e de comércio de drogas.
“…Vamos lograr e vencer, queremos estar mais proactivos na investigação do crime organizado e transnacional e naturalmente isso demanda meios consentâneos para estes tipos legais de crime”, disse.

Por seu turno, Jaime Basílio Monteiro, ministro do Interior, reconheceu que a tarefa de investigar para a manutenção da ordem pública não tem sido fácil porque a investigação criminal tem uma dinâmica própria, obedecendo a técnicas e procedimentos legalmente estabelecidos que importa cumprir.

Contou que os cidadãos e a sociedade em geral estão ávidos em ver a SERNIC a ser capaz de dar resposta vigorosa e adequada à evolução dos fenómenos criminais, através da celeridade e esmero na investigação e instrução processual penal que permita descobrir e responsabilizar os que enveredam pela prática de crimes como modo de vida.

“A prevenção e o combate à criminalidade constituem aspectos centrais para a manutenção da ordem, segurança e tranquilidade públicas, bem assim para uma convivência harmoniosa na sociedade”, disse Monteiro.

Devido às mudanças de características da criminalidade, em virtude das transformações sociais e económicas, profundamente influenciadas pelos fenómenos de integração regional e da globalização, dos quais emergem formas de criminalidade cada vez mais sofisticadas, o SERNIC deve responder com eficácia e eficiência a estes desafios.

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