Camponeses em protesto junto da Presidência contra usurpação de terra

Camponeses em protesto junto da Presidência contra usurpação de terra

Dezenas de camponeses do Bairro Siduava, no município da Matola, província de Maputo, amotinaram-se esta segunda-feira (07) nas imediações da Presidência da República para protestar contra uma alegada usurpação de terra de cultivo por um quartel instalado no bairro.

O grupo, constituído maioritariamente por mulheres, concentrou-se logo pelas primeiras horas da manhã numa das ruas que vão dar à Avenid Julius Nyerere, onde se situa o gabinete de trabalho do Presidente da República, Filipe Nyusi, sob o olhar atento de vários agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM).

Os manifestantes vivem a cerca de 20 quilómetros de Maputo e chegaram à capital através de autocarros de transporte público.

Em declarações aos jornalistas, António Pololo, que falou em nome do grupo, afirmou que os militares do quartel de Siduava têm estado a impedir a população de desenvolver a agricultura na zona.

“Os militares até recorrem a espancamentos, para impedir que a população cultive a terra, o governo municipal não conseguiu parar com o comportamento dos militares e estamos aqui para que o Presidente faça algo por nós”, afirmou Pololo.

Quatro representes dos manifestantes foram recebidos por um emissário do Presidente da República, que prometeu aos camponeses que o assunto será objecto de análise por parte de Filipe Nyusi.

Episódios de violência entre militares e populares em Moçambique são comuns nas áreas de presença de quartéis perto de zonas residenciais.

Fonte: Lusa

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