Chumbados recursos do Matchedje e Vulcano

Chumbados recursos do Matchedje e Vulcano

Está consumado. O Conselho Jurisdicional (CJ) da Federação de Moçambicana de Futebol (FMF) chumbou os recursos apresentados pelos clubes Matchedje e Vulcano, respectivamente, por falta de pagamento de caução, à deliberação tomada anteriormente pelo Conselho de Disciplina (CD). Nestes termos, o CJ manteve a decisão do CD, que pune as duas equipas com penas de derrota, desclassificação, queda de divisão e uma multa no valor de 30 mil meticais cada.

O recurso derivou da decisão tomada a 19 de Outubro do ano passado, pelo CD da FMF, despromovendo as equipas do Matchedje, Vulcano e Palmeiras de Homoíne, por terem faltado aos jogos da última jornada do campeonato da Divisão de Honra, zona Sul, que pelo regulamento dá direito à despromoção.

Segundo consta, as três equipas boicotaram os respectivos jogos em reclamação a uma alegada não marcação da falta de comparência à Associação Desportiva de Chókwè (ADC), na partida diante do SHM de Vilankulo, jogo que foi remarcado. Para as três colectividades, não havia razões para a FMF remarcar o referido embate, que despromoveria a ADC, o que beneficiaria o Matchedje na classificação final, mesmo que isso não colocasse a equipa “militar” em primeiro, para se qualificar ao Moçambola.

De acordo com a nota do CJ, inconformados com a decisão do Conselho Disciplinar, o Matchedje e o Vulcano remeteram um recurso junto ao Conselho Jurisdicional, último órgão da FMF que dirime casos disciplinares que os clubes não concordem depois da deliberação do CD.

“O facto é que o recurso interposto por estas duas equipas foi recusado e não tido o devido encaminhamento pelo Conselho Jurisdicional, por irregularidades na tramitação do processo”, refere o comunicado.

Assim sendo, o órgão da FMF para assuntos jurisdicionais considera, em comunicado enviado à nossa Redacção, de 26 de Janeiro de 2018, “que os clubes não pagaram caução, que viabilizaria o seguimento do processo, tendo como consequência o ‘desatendimento’ do recurso, conforme reza o artigo 5, conjugado com o artigo 148, ambos do Regulamento de Disciplina da FMF”.

Foi nestes termos que levou o Conselho Jurisdicional a concluir que os dois clubes não pagaram a caução devida pela interposição do recurso, pelo que “esta é uma questão prejudicial ao conhecimento ao mérito do recurso, obstando, deste modo, a que o Conselho Jurisdicional se debruce sobre o mesmo”.

DECISÃO DO CJ

O CJ considera que pelos transtornos causados pela falta do pagamento de caução pelos dois clubes que interpuseram recurso, aquela instância da FMF decidiu, por unanimidade, que “Não iria apreciar o mérito do recurso, pelo facto de os dois recorrentes não terem prestado a caução; condenar os recorrentes ao pagamento de custos dos processos fixados em 30 mil meticais para cada clube; e manter ‘in totto’, ou seja, na íntegra, o conteúdo da deliberação do Conselho de Disciplina divulgado, através do comunicado número 012/CDFMF/2017, de 16 de Novembro”.

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