Desafio é massificar críquete em Moçambique

Desafio é massificar críquete em Moçambique

– Maxwel Namitete, da comunicação e imagem

O responsável do departamento das relações públicas da Associação Moçambicana de Críquete, que também responde pela comunicação e imagem, era um homem feliz, pelo desfecho positivo da cerimónia de premiação dos melhores de 2017, bem como da atribuição de bolsas de estudo a 15 atletas.

“Em Moçambique o críquete foi introduzido em 2001, com o objectivo de dar a conhecer aos moçambicanos a necessidade de praticar esta modalidade no país. Sendo Moçambique um país de expressão portuguesa, rodeado por países anglófonos, muitos deles da Commonwealth, em 1995, quando o nosso país filiou-se a esta organização de expressão inglesa, surgiu esta oportunidade de introduzir este desporto, com intuito de divulgar e expandir a prática da modalidade no seio das crianças.

O desafio de momento é continuar a expandir o críquete a todo o país, porque neste momento só cinco províncias têm uma prática efectiva, nas zonas sul e centro. Nas outras está em divulgação. Este ano vamos atingir toda a zona norte, embora se tenha dado entrada a partir de Nampula. Por isso, os desafios são grandes”.

Falando sobre o trabalho de divulgação da modalidade, a todos os extractos sociais, de modo a ser muito conhecida no país, Namitete disse que “estamos a trabalhar com a comunicação social.

Apesar de não ser muito divulgado, o críquete é praticado em 39 escolas do país públicas e temos mais de 7.100 praticantes, dos quais mais de 1500 a nível de federados. Por isso, estamos a trabalhar com os meios de comunicação social, com o Governo, que é o nosso maior parceiro, através dos Ministérios da Educação e Desenvolvimento Humano, bem como da Juventude e Desporto. Portanto, vamos continuar a expandir, para que mais crianças e jovens possam praticar esta modalidade”.

Estou feliz!

– Fátima João

A capitã da selecção feminina de sub-17, Fátima João, estava muito feliz por ter sido a eleita para receber a premiação, por ter sido uma das melhores atletas do ano passado.
“Estou muito satisfeita pelo prémio recebido. Eu não esperava que seria uma das premiadas. Acho que mereci o troféu, tendo em conta o trabalho que fiz ao longo do ano. Vou continuar a treinar mais e melhor, para ajudar o críquete a desenvolver-se à escala nacional. Todos os anos temos tido campeonatos fora do país. Por isso, estamos a ganhar uma grande experiência de como se joga. Acredito que este ano será melhor ainda, tendo em conta o trabalho que está a ser feito nos clubes”. (X)

Senti-me honrado!

– Francisco Damião

A emoção era indisfarçável no rosto do capitão da selecção masculina de sub-17, Francisco Damião, por fazer parte dos premiados, dentre os melhores atletas do ano passado.
“Agradeço a associação pelo reconhecimento ao esforço que fizemos o ano passado. Não foi fácil atingirmos os objectivos pretendidos. É uma honra para mim, receber troféus. Estou no críquete os dez anos. Neste momento, tenho que ganhar confiança em mim mesmo, para conseguir estar bem com todos os colegas da selecção. Creio que nos próximos compromissos internacionais, estaremos melhores ainda, pois estamos a treinar nos sub-17 e visando o alcance de bons resultados, ganhando muitos torneios. Gostaria de deixar um conselho aos praticantes e aos que não praticam o desporto, pois é muito bom, pois afasta-nos dos vícios. Portanto, não existe melhor que praticar o desporto.

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