DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM MOÇAMBIQUE

Fonte: ONU News Português

A Agenda 2030 tem um objectivo muito simples e muito complexo: não deixar ninguém para trás. Todos podem participar da implementação dos ODSs em Moçambique.

Márcia de Castro,  coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas em Moçambique. 

MOÇAMBIQUE E A AGENDA 2030 

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável é um conjunto de 17 objetivos , um “plano de ação para as pessoas, para o planeta e para a prosperidade”.  Erradicar a pobreza, garantir que todos tenham acesso à educação de qualidade, combater os efeitos da mudança climática e garantir o consumo responsável fazem parte da Agenda.

A equipe ONU News esteve em Moçambique para conferir de perto o que o país está fazendo para cumprir as metas.

“Todos podem participar” da implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em Moçambique, segundo a coordenadora residente do sistema das Nações Unidas no país, Márcia de Castro.

Segundo ela, a organização quer que esse seja “um movimento cada vez mais amplo”: 

“Para alcançar os objetivos de redução de pobreza , são grandes desafios. Então, primeiro tem que ter um compromisso político muito sério da parte do governo. Nós não podemos trabalhar como trabalhávamos, temos que mudar, todos temos que mudar. Precisamos de alianças, precisamos de uma estratégia interessante de financiamento para o desenvolvimento, precisamos trabalhar com uma visão global, mas com o buscar de soluções locais, atendendo a cada província, a cada distrito onde realmente há muita necessidade e muita oportunidade de melhorar a qualidade de vida da população.”

Márcia de Castro ressaltou ainda os cinco pilares da Agenda de Desenvolvimento Sustentável: pessoas, prosperidade, paz, planeta e parcerias.

Ela lembrou ainda que a agenda “tem um objetivo muito simples e muito complexo: não deixar ninguém para trás”.

Ouça a reportagem. 

COMBATE ÀS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS

Impactos do El Niño

A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável tem 17 objetivos.  O de número 13 é “Ação Global contra a Mudança do Clima”, que tem a meta de tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos. 

O vídeo produzido pela equipe ONU News em Moçambique mostram o que o país está fazendo, em parceria com agência das Nações Undias, para minimizar as consequências do fenômeno El Niño, que atingiu o país entre 2015 e 2016, causando seca no sul e chuvas intensas no norte. 

Escolas Seguras 

Uma outra ação de Moçambique neste sentido é o projeto Escolas Seguras, uma iniciativa do governo com o apoio do Programa da ONU para Assentamentos Humanos, ONU-Habitat. 

O vice-chefe da agência da ONU no país, Wild do Rosário, afirma que entre 500 e 1 mil salas de aula são afetadas por ano pelos eventos climáticos. Segundo ele,  “cerca de 60% das escolas estão em zonas de alto risco de cheias, ciclones, sismos e secas”.

Foi desenvolvimento então um catálogo com “recomendações técnicas de como adaptar uma escola a ciclones e enchentes”, por exemplo. Foi feito também um exercício de zoneamento em Moçambique, mostrando quais são as zonas de riscos alto, médio e baixo. Em alguns locais, os ventos chegam a atingir 180 km/hora. 

Segundo Wild do Rosário, com base nesses resultados, o Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano está a “adotar todos esses materiais na revisão dos modelos de construção de sala de aula” além de na reconstrução de 1,5 mil salas de aula.

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