Em 2016: 55 mil adolescentes morreram por causas relacionadas à sida

Em 2016: 55 mil adolescentes morreram por causas relacionadas à sida

 O Fundo das Nações Unidas para Infância ( UNICEF) diz que o progresso na prevenção de novas infecções por HIV entre adolescentes e a melhoria dos testes e tratamento em populações de adolescentes têm sido inaceitavelmente lentos.

Somente em 2016, 55 mil adolescentes (de 10-19 anos) morreram por causas relacionadas à SIDA, 91% delas na África subsaariana. Os dados também revelam uma preocupante disparidade de género: para cada cinco adolescentes que vivem com HIV, existem sete meninas da mesma idade.

De acordo com  o recente relatório daquela organização, o tratamento pediátrico do HIV está sendo realizado tardiamente, com apenas 43 por cento dos bebés expostos ao HIV a serem testados nos primeiros dois meses de vida recomendados e a mesma percentagem de crianças que vivem com HIV a receberem tratamento anti-retroviral, portanto essencial para a sua sobrevivência.

Registaram-se  segundo refere o documento, alguns progressos na luta contra a SIDA, nomeadamente na prevenção da transmissão vertical do HIV (mãe-filho), que permitiram evitar que cerca de 2 milhões de novas infecções ocorresse entre crianças desde 2000.

No entanto, o UNICEF adverte que esse progresso não deve levar à complacência, pois a Actualização Estatística destaca que as crianças com 0-4 anos de idade vivendo com HIV  enfrentam o maior risco de morte relacionada à SIDA em comparação com outras faixas etárias.

“Continuar com esta lenta taxa de progresso é apostar com a vida das crianças e comprometer as gerações futuras a uma vida evitável de HIV e SIDA”, acrescentou a Dra. Luo. “Devemos agir com urgência para sustentar os ganhos que fizemos na última década.”

O UNICEF propõe um caminho a seguir para abordar lacunas na resposta ao HIV nomeadamente investir e utilizar inovações emergentes, como o auto-teste de HIV, profilaxia pré-exposição e novos medicamentos pediátricos, ampliar a resposta a favor das crianças, incluindo a expansão dos programas de tratamento e o investimento em novas TSD (tecnologias simplificadas de diagnóstico) para o diagnóstico precoce infantil do HIV;

O UNICEF está convencido que a epidemia da SIDA deve constituir uma preocupação mundial de saúde pública. Soluções inovadoras devem ser adoptadas para acelerar os progressos em matéria de prevenção do HIV no seio das crianças e garantir que aquelas vivendo com o HIV recebam o tratamento adequado.

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