Ensaio Mercedes-Benz SLC 250 d RedArt: Artista exibicionista

Ensaio Mercedes-Benz SLC 250 d RedArt: Artista exibicionista

 

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Com uma geração que já vai longa, o SLC tem resistido ao passar do tempo com uma altivez impressionante. Nascida em 2011 sob a designação SLK, a atual geração deste roadster chega a 2018 ainda com muito fôlego para gastar, sobretudo quando surge associado a séries especiais como a RedArt aqui presente, a qual tem um custo de 4000€ mas muito material valioso.

Mercedes-Benz SLC RedArt Edition

Atualmente portador de ‘cartão de identidade’ com a sigla SLC – ficando assim mais em linha com o resto da gama Mercedes-Benz – este desportivo continua a ser um ‘esbanjador’ de estilo e requinte, não só pelo exterior, mas também pelo interior.

Neste capítulo, o SLC RedArt Edition esmera-se na quantidade de elementos que oferece, desde logo a começar pelos elementos em cor vermelha nos para-choques, frisos laterais e nas maxilas dos travões. O ‘ramalhete’ é composto pela grelha com apontamentos também a… vermelho e pelos pneus de 18” da Bridgestone.

No interior, os bancos (com logótipo incrustado), cintos de segurança e volante desportivo em pele são chamativos, assim como os tapetes também específicos da RedArt Edition. No geral, tratam de dar mais vivacidade a um habitáculo que começa já a acusar o peso da idade, em especial quando se olha para o que modelos como os vanguardistas Classe E, S e, muito proximamente, o A têm no cardápio.

Sobretudo em termos de ‘limpeza’ de comandos, na medida em que este SLC ainda tem origem em geração anterior na sua plataforma, daí se percebendo a grande profusão de botões na consola central. Mas, como sempre na Mercedes-Benz, nível de construção elevadíssimo e materiais de fino recorte premeiam o SLC como um digno membro da família, tanto mais que mantém bem viva a tónica de viver a vida com céu à ‘vista’.

A este respeito, alegria máxima. Exceto quando o Sol é substituído por mais incomodativas bátegas de água invernais que obrigam a recolher o teto rígido de forma rápida, rápida… Mas, essa é apenas uma das vicissitudes de se viver com um descapotável como este. Sem problema, uma vez que o processo de abertura ou fecho do teto rígido leva apenas 20 segundos, podendo funcionar a velocidades até aos 40 km/h. O sistema ‘Airscarf’, que emite ar quente para o pescoço dos ocupantes também é uma ajuda preciosa quando se teima em andar ‘sem teto’ com o cinzentismo das nuvens a ameaçar pingos. Nota, ainda, para o facto de ter um pouco mais de comodidades para utilização no dia-a-dia, com espaços de arrumação nas portas, consola central e porta-luvas (‘não é assim tão difícil, MX-5!‘).

Dar à chave e sair… Diesel

A aparência roadster é apelativa, mas a sonoridade denuncia… outros mundos. Dando-se à chave, surge uma sonoridade Diesel que, para alguns, é blasfema em associação a este formato. Mas há aqui uma outra funcionalidade: o SLC 250 d é uma variante que consegue oferecer prestações dignas de registo, como atestam os 6,6 segundos da aceleração dos 0 aos 100 km/h, mas que também não rejeita a vertente de economia tão tradicional dos Diesel.

Como seria fácil de perceber, o motor 2.1 Diesel de 204 CV deste SLC é enérgico desde muito baixas rotações, entregando o seu massivo binário de 500 Nm logo às 1600 rpm. Assim se percebe que este é um motor com muito ânimo para dar, tanto mais que a caixa 9G-Tronic é um tratado de eficácia na forma como gere toda essa potência. Colocando a caixa em modo M (de manual), o condutor assume o comando utilizando as patilhas atrás do volante, gerindo a seu gosto as passagens de caixa. Para quem pensa que o motor Diesel é desmerecedor poderá ter de repensar a sua ideia, porque este é também um motor que admite elevada poupança: o nosso ensaio teve uma média de 6,5 l/100 km. Por outro lado, a sonoridade do motor é facilmente detetada a bordo, sobretudo ao ralenti e muito mais a frio, traindo de certa forma uma insonorização que está muito bem conseguida, sobretudo em andamento e com o tejadilho fechado.

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