França apoia China, com preocupação por Hong Kong

Fonte: RFI Português | Foto: REUTERS/Jason Lee

Os presidentes francês e chinês frisaram a sinergia de ambos no combate à luta contra o aquecimento climático no dia do encerramento da visita de Emmanuel Macron ao gigante asiático. O chefe de Estado da França afirmou, ainda assim, estar preocupado com a situação em Hong Kong.

“Falámos de todos os assuntos de maneira extremamente livre“, afirmou o chefe de Estado da França. Emmanuel Macron acrescentou ter “manifestado preocupação, como aliás a da Europa. Apelámos várias vezes ao diálogo (…), à contenção e à redução da tensão“.

Esta região administrativa especial chinesa, vizinha de Macau, é palco desde há cinco meses de protestos contra as autoridades locais.

Macron deixou a China após se ter deslocado a Xangai e a Pequim com, na manga 15 mil milhões de dólares de acordos e contratos comerciais.

O gigante asiático tendo manifestado a sua intenção em abrir, ainda mais, o seu mercado.

O multilateralismo foi, aliás, a tónica dominante dos encontros.

Escassas horas após os Estados Unidos terem confirmado o abandono do Acordo de Paris (de luta contra o aquecimento climático) Emmanuel Macron deplorou a atitude de Washington, relativizando o alcance de tal medida que, no seu entender, só viria a deixar a primeira potência do mundo numa posição marginal.

O presidente francês confirmou a sintonia entre Paris e Pequim quanto à luta contra o aquecimento do planeta e enfatizou a concordância entre europeus quanto às relações com a China.

Quanto mais provarmos que a União Europeia sabe defender os seus interesses estratégicos com uma agenda coordenada ofensiva e defensiva mais ela será vista como sendo credível pela China e aí poderemos avançar.

No que diz respeito à luta contra o aquecimento climático de há dois anos a esta parte actuámos juntos de forma sistemática, com muita eficácia e implicação.

Lamento as opções feitas por alguns outros, mas para mim essas são opções isoladas.

Quando a China, a União Europeia, e a Rússia que ratificou há escassos dias o Acordo de Paris, se comprometem firmemente neste processo a escolha isolada deste ou daquele não chega para alterar o rumo do mundo, isso só os leva a se marginalizarem.”

Macron promete continuar a deslocar-se anualmente à China, como é o caso desde o ano passado.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *