Governo lança inquérito sobre incidência da TB

Governo lança inquérito sobre incidência da TB

O GOVERNO está a realizar o primeiro inquérito nacional para apurar a taxa de prevalência real da tuberculose (TB) em Moçambique, uma doença com cerca de 150 mil novos casos por ano.

O lançamento desta iniciativa foi feito pela ministra da Saúde, Nazira Abdula, e decorreu na cidade de Xai-Xai, província de Gaza.

A realização do estudo envolverá 42 mil pessoas, em todo o país, e vai custar cerca de cinco milhões de dólares, disponibilizados pelo Estado e parceiros de cooperação.

O Ministério da Saúde solicitou também o apoio do Instituto Nacional de Estatística (INE) para ajudar na definição das áreas de inquérito e os órgãos locais que sensibilizam a população para aderir ao inquérito.

Foto: Jornal Noticias

Nazira Abdula falou da importância deste processo, assinalando que o inquérito vai permitir verificar a taxa de prevalência real em cada região e possibilitar que o Governo planifique e elabore estratégias para melhorar a prevenção, diagnóstico e o tratamento da tuberculose no país.

“A iniciativa vai também nos permitir saber onde as intervenções devem ser mais intensivas para, deste modo, melhorarmos as nossas acções”, disse a ministra.

A governante disse ainda que, no “ranking” mundial, Moçambique está entre os 20 países com a taxa de prevalência da tuberculose mais alta, numa projecção apurada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E dos 150 mil novos casos, cerca de 50 a 60 por cento é que são diagnosticados.

O Governo atribui ainda particular importância a este inquérito, pois toda a informação de que dispõe sobre a tuberculose é resultado das projecções da OMS, que somente permite obter apuramentos nacionais.

“Neste momento, só temos projecções nacionais da OMS, daí a importância deste inquérito, que vai dar as projecções reais de cada uma das regiões do nosso país. A primeira fase, que foi da mobilização de recursos financeiros e humanos, já foi concluída. Agora estamos na colheita de dados, que vai durar cerca de um ano. Depois será feito o tratamento dos dados para a obtenção dos resultados finais”, afirmou.

Um dos instrumentos usados neste processo é um laboratório móvel equipado com o mais avançado sistema de Raio X, com computadores, tablets e impressoras para a colheita, tratamento e armazenamento de dados. A clínica móvel está instalada num camião que tem oito painéis solares e um gerador que garantem o seu funcionamento mesmo em áreas onde não há rede eléctrica.

Fonte: Jornal Noticias

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *