Governo procura alternativas para reduzir a desnutrição crónica

Governo procura alternativas para reduzir a desnutrição crónica

O Secretariado Técnico de Segurança Alimentar (SETSAN) considera que Moçambique perde anualmente 62 mil milhões de meticais, mais de 10,9% do seu Produto Interno Bruto anual, devido à desnutrição crónica.

Estes dados foram hoje tornados públicos no lançamento do estudo “Preencher a Lacuna de Nutrientes”, apesentado pela SETSAN e pelo Programa Mundial de Alimentação (PMA) e procura formas de tornar as dietas das famílias mais nutritivas.

Falando hoje em conferência de Imprensa, a directora de Politicas e Planificação do SETSAN, Cláudia Lopes, disse que as taxas de prevalência de desnutrição córnica, em Moçambique, “são mais baixas no Sul, mais elevadas no centro e mais elevadas ainda no Norte”.

Para Lopes, a prevalência da desnutrição córnica é superior a 50% nas províncias de Nampula e de Cabo Delgado.

A fonte esclareceu que, uma vez concluído, o estudo será disseminado nas províncias para promover maior consciencialização e para fornecer opções contextualizadas para uma intervenção integrada de todos os sectores, nomeadamente, Governo e Parceiros.

“Agora precisamos de mobilizar recursos para realizar as acções com mais eficácia de custos priorizando as populações mais vulneráveis”, disse Cláudia Lopes, para quem em Moçambique existem problemas relacionados com a ingestão de alimentos de baixo valor nutritivo e outros relacionados com doenças.

“Há casos em que as populações produzem alimentos altamente nutritivos não para o consumo próprio, por razões culturais e tabus preferem comercializa-los”, realçou.

Na ocasião, Karin Manente, do PMA disse que a iniciativa hoje apresentada não era apenas um estudo, mas sim uma comparação da relação custo-eficácia de várias opções necessárias para reduzir a desnutrição e ajudar o País a atingir a fome zero.

“Há várias opções de intervenção ao nível das províncias e distritos e a discussão que se seguirá a estes níveis tem em vista identificar as preferências em termos de alimentos para se fazer as combinações e saber quais são os custos”, explicou.

Este estudo esta a ser implementado em 15 países do mundo e Moçambique é o quarto em África a adoptá-lo.

Fonte: AIM

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