INDÚSTRIA DO GÁS: Nacionais estimulados a captar pelo menos 20% das oportunidades

INDÚSTRIA DO GÁS: Nacionais estimulados a captar pelo menos 20% das oportunidades

AS empresas moçambicanas devem ser capazes de captar pelo menos 20 por cento das oportunidades que ocorrem na área de logística e prestação de serviços em toda a cadeia de valor da indústria de petróleo e gás no país.

Segundo o presidente do Conselho de Administração (PCA) da Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH), Omar Mithá  uma participação activa de nacionais no desenvolvimento da indústria de hidrocarbonetos pode estimular a retenção de benefícios no país, pelo que“os moçambicanos não podem ser meros espectadores dos grandes investimentos que estão a ocorrer no sector”.

Omar Mithá falava ontem, em Maputo, na abertura da Conferência sobre Conteúdo Local no Sector de Petróleo e Gás em Moçambique, evento que tem por objectivo promover a maximização da participação do sector privado nacional nesta indústria.

Reconhecendo as limitações do empresariado nacional, particularmente no que se refere ao acesso à informação e financiamento, aliado à fraca capacidade técnica em termos de certificação internacional de qualidade, higiene e segurança, Mithá entende que os moçambicanos devem elevar a sua capacidade de prestação de serviços aos níveis exigidos pela indústria.

Ao todo, Moçambique tem um potencial de 170 triliões de pés cúbicos de gás natural, dos quais 150 na Bacia do Rovuma e 20 na Bacia de Moçambique, colocando o país entre as maiores reservas do mundo.

De acordo com a fonte, actualmente, Moçambique conta um total de sete blocos onde decorrem actividades de pesquisa e produção de hidrocarbonetos, sendo quatro na Bacia de Moçambique e três na Bacia do Rovuma.

Os concessionários da Área 4 lançaram, em Junho do ano passado, o projecto visando produzir 3,4 milhões de toneladas de gás natural liquefeito através de uma plataforma flutuante.

Muito recentemente, o mesmo consórcio submeteu ao Governo o plano de desenvolvimento do campo Mamba, em terra, para a produção de dois módulos de 7,6 milhões de toneladas cada.

Enquanto isso, os concessionários da Área 1 estão a trabalhar de modo a aprovar a decisão final de investimento para a produção de dois módulos com capacidade total de produção de 12,8 milhões de toneladas cada de gás natural liquefeito, também em terra firme, até meados do próximo ano.

Omar Mithá disse ainda que, com a implementação destes projectos, “Moçambique receberá investimentos jamais registados na história do país e dos maiores da África Subsaariana e do mundo na área do gás natural”.

Fonte: Noticias

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