Jovens manifestam-se por empregos nos megaprojectos de gás no Norte de Moçambique

Jovens manifestam-se por empregos nos megaprojectos de gás no Norte de Moçambique

Cerca de 100 jovens manifestaram-se na quarta-feira na vila de Palma, norte de Moçambique, alegando não lhes serem dadas oportunidades de emprego nas obras dos projectos de gás natural, anunciou hoje uma associação moçambicana.

Os jovens aglomeraram-se junto às instalações do governo distrital durante cerca de cinco horas e só dispersaram após serem persuadidos pela polícia, segundo a agência de informação Civilinfo, órgão do Centro de Estudos e Pesquisa de Comunicação (Sekelekani), uma organização da sociedade civil de Moçambique.

Os manifestantes dizem que os seus currículos são ignorados pelas empresas envolvidas na construção de empreendimentos que vão participar na exploração de gás natural.

De acordo com a agência, as empresas anunciam fora do distrito as vagas para trabalho nos empreendimentos que ali estão em curso.

Tomás Vieira Mário, director da Civilinfo, publicou na Internet um comentário em que considera que as “causas imediatas” da situação estão relacionadas com uma “péssima gestão de expectativas, falta de acesso a informação verídica e atempada” e “possível exploração de sentimentos regionalistas para fins políticos”.

A petrolífera Anadarko, que lidera um dos consórcios de exploração de gás natural na região e que tem liderado eventos relacionados com algumas das obras em curso, disse à Lusa que se mantém empenhada num relacionamento frutífero com a comunidade local.

“Embora não possamos falar pelos outros, é muito importante para nós que os membros da comunidade local possam beneficiar do nosso projecto, incluindo através de formação e oportunidades de emprego”, referiu a empresa.

Os seus responsáveis dizem estar “empenhados em comunicar estas oportunidades às partes interessadas na região de Palma”, concluiu.

As obras em curso dizem respeito a trabalhos de construção civil preparatórios de uma fábrica de liquefação de gás natural e infraestruturas associadas.

Fonte: Lusa

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