MDM realiza II Congresso em meio a “dessabores” e insatisfação .

MDM realiza II Congresso em meio a “dessabores” e insatisfação .

Iniciou esta terca-feira  o II Congresso Movimento Democratico de Mocambique (MDM), na cidade de Nampula. Este congresso realiza-se em meio a um sombrio clima dentro do partido, com a assassinato de Mahamudo Amurane e as constantes declarações de insatisfação por parte dos membros.

Recentemente, nas vésperas do congresso, Manuel de Araujo, edil de Quelimane disse em entrevista ao DW, que está  insatisfeito com a Direcção do seu partido pois não concorda com a estratégia de actuação que usa.

Questionado sobre o que esperava do II Congresso do MDM nesta fase delicada para o partido, de Araujo respondeu dizendo:

“ Acho que os membros do MDM vão ter a oportunidade de discutir estes e outros assuntos e adotar uma estratégia sobre como gerir conflitos e que MDM nós queremos.”

Noutra passagem, da mesma entrevista, quando questionado se teria o MDM minimizado, Manuel de Araújo respondeu:

“Não foi o MDM que minimizou, foi a direção do MDM, porque no MDM há muita gente. E há muita gente que não concorda com a estratégia da direção como em qualquer partido democrático. Acho que onde há democracia não pode haver unicidade de pensamento. Não é o MDM, mas digo que é a direção e mesmo dentro dela são algumas pessoas. Também conhecemos outras pessoas que até fazem parte da comissão política que não concordam.”

Neste  congresso, além de eleger os órgãos do partido, também eleger-se-a o Presidente do partido e as candidaturas serão anunciadas logo na abertura.

O MDM , criado em 2009 e o terceiro maior partido de Moçambique  e o segundo com maior número de assentos na Assembleia da República.

Afirmando a génese de partido de base autárquica, cuja primeira experiência governativa tinha sido na Beira, segunda maior cidade, onde o seu presidente, Daviz Simango, é autarca desde 2003, o MDM conseguiu depois eleger autarcas na cidade de Nampula, terceira maior cidade, e Quelimane, quarta maior cidade, e no município de Gurué.

Contudo, depois de o MDM ter indicado Lutero Simango, irmão de Daviz Simango, para chefe da bancada do partido na Assembleia da República, em 2015, começaram a surgir acusações de nepotismo no partido e até tribalismo, devido a um alegado controlo de membros da etnia dos irmãos na organização.

O MDM começou a viver o momento mais sombrio da sua curta história, quando o autarca de Nampula, Mahamudo Amurante, acusou direta e publicamente Daviz Simango, de ditador e corrupto.

Mahamudo Amurane, assassinado a 04 de outubro, já tinha anunciado que prescindiria do apoio do partido à sua recandidatura às municipais de 2018.

O então presidente do Municipio de Nampula morreu a tiro e várias pessoas foram indiciadas sem que nenhuma tenha sido ainda detida.

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