Pequenas e Médias Empresas querem BM mais atuante

Pequenas e Médias Empresas querem BM mais atuante

O Banco de Moçambique, deve fazer valer o seu papel de agente regulador e supervisor do Mercado Financeiro nacional, de modo a minimizar práticas especulativas dos produtos financeiros na banca comercial.

Segundo o jornal Notícias, esta é a posição defendida pela Associação das Pequenas e Médias Empresas (PME), que entende que a medida poderia contribuir para aumentar a protecção das Pequenas e Médias Empresas, com base no incremento das oportunidades de acesso ao financiamento de negócios, bem como agregar valor à economia.

Reunida recentemente em Maputo, em Assembleia Geral, a Associação das PME propõe também que o Governo adopte medidas mais arrojadas, que estimulem o investimento privado nacional e acelerem à formalização da economia e o combate a práticas ilegais, como a fuga ao fisco, perda de divisas e ausência de ética nos negócios.

A assembleia recomendou ainda ao conselho de direcção da APME, para que acelere o processo de operacionalização do fundo de desenvolvimento das PME, como nova alternativa de financiamento, para estimular a industrialização, produtividade, competitividade empresarial e a promoção da excelência.

“A APME juntamente com outras associações empresariais devem engajar-se na credibilização das empresas nacionais, através de processos de certificação, avaliação contínua e periódica dos contractos celebrados por estas e as grandes empresas”, sustenta.

Num comunicado emitido no final do encontro, os membros da agremiação manifestaram a sua preocupação em relação “às reservas do gás e de energia para o país, que ainda se situam a nível muito abaixo da demanda, e como tal, propõem ao Governo que se junte a este debate, na perspectiva de se inverter este cenário, que afecta grandemente as actividades empresariais”.

Durante o encontro, as PME reflectiram ainda sobre a forma de fazer negócios com as multinacionais e constataram que muitas delas têm problemas de comunicação e centralização excessiva das áreas administrativas e deprocurement nos países de origem.

Este procedimento acaba reflectindo, segundo a APME, pouco compromisso com o conteúdo nacional.

Exemplificando, a organização apontou a SASOL, que na sua óptica deve melhorar a sua forma de abordagem e actuação, porquanto não se visualiza impacto considerável nas comunidades, onde opera há mais de 12 anos, ao mesmo tempo que muito poucas empresas conseguem fazer negócio com esta entidade.

“Os membros da APME reafirmaram o seu comprometimento em apoiar as políticas públicas e complementar os esforços do Governo com vista a garantir a correcta gestão dos recursos naturais, como um meio de distribuição de oportunidades de negócio, de emprego e da riqueza para os moçambicanos, pois é um direito constitucional reconhecido pelas organizações multilaterais como União Africana e a SADC”, frisa o comunicado.

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