Portugal e Palop cooperam em estatística para facilitar aplicação da Agenda 2030

Portugal e Palop cooperam em estatística para facilitar aplicação da Agenda 2030

Instituto Nacional de Estatítica de Portugal está a colaborar no âmbito das Nações Unidas com institutos de Estatística de países africanos que falam o português.

Portugal e os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa, Palop, estão a trabalhar em parceria para a disponibilização de dados estatísticos do bloco lusófono que facilitem a implementação da Agenda 2030, de desenvolvimento sustentável.

Em entrevista à ONU News, o embaixador português junto à ONU, em Nova Iorque, Francisco Duarte Lopes, explicou a iniciativa.

Papel central

“O que estamos a fazer é disponibilizar a nossa experiência do INE no âmbito do início da preparação para os ODS. O nosso INE tem desempenhado um papel central no esforço, que se desenvolveu em Portugal ao longo deste ano e do ano passado, após a decisão dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em 2015.”

O embaixador Duarte Lopes disse que a  intenção é que os Estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, Cplp, tenham a certeza de que “partirão de bases muito sólidas” para o alcance dos objetivos traçados pelas Nações Unidas até 2030. O diplomata destacou ainda a importância da preparação dessas informações estatísticas relacionadas com a realidade de toda a lusofonia na aplicação de qualquer política de desenvolvimento sustentável.

Progressos

“Houve já uma primeira reunião, realizada no Instituto Nacional de Estatística de Portugal com o Escritório da ONU, para precisamente dar a conhecer aos outros países da CPLP a nossa experiência  para no início deste esforço de aplicação da Agenda 2030 e das metas do ODS ter a certeza de que partimos de bases muito sólidas, portanto, que os dados que recolhemos, as estatísticas que usamos são sólidas e que nos permitem a partir de agora planear e depois levar a efeito o nosso esforço para cumprir essas metas em todos os países da CPLP”.

A partilha de informação sobre os dados estatísticos entre as nações lusósonas vão permitir perceber quais os progressos que cada um dos países já fez e o que falta fazer para o atingir cada um dos objetivos da Agenda 2030, segundo o embaixador de Portugal.

 

Cortesia da: Rádio ONU (Português) – Manuel Matola, da ONU News em Nova Iorque.

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