Realizada em Congo: AG da Confederação Africana foi bem sucedida

Realizada em Congo: AG da Confederação Africana foi bem sucedida

O secretário-geral da CAVB, Khalid Cassamo, fez um balanço positivo da assembleia-geral da Zona VI, realizada nos finais de Novembro do ano em curso, na República Democrática do Congo.

No encontro, foram aprovados todos os relatórios de actividades de 2016/17 que não tem sido habitual. “Por via disso, foi-nos muito fácil perspectivar os próximos anos (2018 e 2019).

Segundo Khalid, o encontro juntou nove países africanos da zona e a Suazilândia não se fez presente, sem apresentar qualquer justificação.

A CAVB e a Federação Internacional de Voleibol decidiram suspender o Lesoto, pois há duas entidades que disputam a gestão da mesma federação. De acordo com a nossa fonte, foram reprovadas as atitudes dos dirigentes do Lesoto, pois mesmo sabendo que o elenco em exercício já terminou o seu mandato, devia ter aparecido ou secretário-geral da respectiva Federação, ou um elemento que representaria o vólei naquele reino, mas não foi isso que aconteceu. Foram dois dirigentes que disputam o mesmo organismo, quando esta disputa deve ser feita internamente.

“Na próxima reunião, vamos tomar uma decisão a respeito deste país. Enquanto este assunto permanecer assim, Lesoto não fará parte de nenhuma actividade da CAVB. Mas fizemos um arranjo para que as equipas campeãs do Lesoto participem nas provas dos clubes campeões da zona, pois a disputa ambiciosa dos dirigentes não deve afectar os atletas”, esclareceu.

Segundo o nosso entrevistado, que igualmente esteve a representar o nosso país, todos os projectos que Moçambique levava em manga, foram positivamente discutidos e pode-se dizer que nos próximos anos tudo poderá ser encarado de forma diferente.

Por outro lado, Cassamo afirmou que houve algumas mexidas nos estatutos que regem as provas africanas e do mundo em geral.

“Estas alterações visam responder a um elevado leque de equipas. A título de exemplo, nos anos passados as provas eram disputadas por seis/sete equipas, hoje em dia, com a massificação da modalidade, já falamos de aproximadamente 30 equipas. Foi o que pude notar no último Africano da zona, realizado em Bulawayo (Zimbabwe). Portanto, isso obrigou-nos a mexer nos estatutos, para responder a esta avalanche de equipas.

Entretanto, nos primeiros meses do próximo ano, vamos aprovar novos estatutos, em coordenação com a Federação internacional de Voleibol. Porque senão, corremos o risco de ter países da zona fora das competições dos clubes campeões, devido às limitações impostas pelas normas da modalidade”, realçou.

Entretanto, sabe-se que muita coisa será definida na próxima reunião da CAVB, no Egipto.

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