Cimeira Reino Unido-África: Angola e Moçambique veem com bons olhos a ofensiva britânica

Fonte: DW

Delegação moçambicana concretizou negócios. Angola foi ofuscada pelas revelações do “Luanda Leaks”, que o representante de João Lourenço reverteu em estratégia para transmitir confiança ao mercado.

O chefe de Estado moçambicano viajou a Londres acompanhado por uma delegação de 26 empresas, a maioria ligadas ao agronegócio. O objetivo de Moçambique na cimeira era angariar recursos financeiros. Segundo Agostinho Vuma, presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), para já, uma empresa moçambicana irá beneficiar de parte de um financiamento de 400 milhões de dólares disponibilizados por uma entidade britânica.

“Vai resultar para Moçambique na conclusão da Base Logística de Pemba e na construção da Base Naval em Nacala e, não menos importante, no envolvimento de todo um conjunto do setor privado na cadeia de valor para as subcontratações em todos os setores, incluindo a construção civil”, revela.

“Penso que este, de forma direta, como um investimento anunciado, foi um ganho do nosso setor empresarial”, avalia Vuma.

Projetos moçambicanos têm foco na agricultura

Projetos em avaliação

Moçambique levou ao Reino Unido 16 projetos avaliados em 188 milhões de euros, com foco na agricultura, setor que o Presidente Filipe Nyusi havia enfatizado como prioridade no seu discurso de reinauguração, na semana passada.

Segundo Agostinho Vuma, com a taxa de juros a 25% no país, torna-se impossível ao empresariado local avançar. O ‘know-how’ britânico também é visto com bons olhos. O clima é de otimismo também em relação a esses projetos e a delegação espera resultados para maio próximo.

“Em relação aos projetos que nós do setor empresarial trouxemos, ficam em análise”, garante.

“Teremos a Conferência de Investimento a ser realizada em Moçambique, à margem da Conferência Anual do Setor Privado Moçambicano, dirigida pelo Presidente, em que as entidades que vão comprar os projetos façam o anúncio à margem dessa conferência”, afirma o presidente da CTA.

Ofensiva britânica impressiona

A delegação moçambicana retorna ao país impressionada com a investida britânica, afirma Agostinho Vuma.

“A Grã-Bretanha promoveu a conferência com o anúncio de pacotes concretos para África. É sabido que África tem limitantes no conhecimento e nos recursos financeiros. Portanto, reuniões de cafés são tantas que se fazem ao redor do mundo. Mas uma reunião em que se anuncia aquilo que são as fraquezas de outras economias, é na verdade uma reunião produtiva ao nosso ver”, conclui.

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