Mundo vai precisar de mais de 18 milhões de profissionais de saúde na próxima década, alerta OMS

Fonte: ONU News Português | Foto: Unicef /Ahmed Abdulhaleem

Em mensagem de vídeo para o Ano Novo, Tedro Ghebreyesus afirma que é preciso fazer mais para cuidar dos agentes de saúde; segundo ele, demanda se dará em países de rendas baixa e média; 70% da força global do setor são mulheres; OMS declarou 2020 o Ano Internacional de Enfermeiros e Parteiras.

A Organização Mundial da Saúde alertou que precisará de mais de 18 milhões de profissionais já na próxima década. Para isso, a agência pede o apoio da comunidade internacional para formar os trabalhadores do setor que deverão atuar, na maior parte, em países de rendas baixa e média. A declaração é do diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.

Em mensagem de vídeo para marcar o Ano Novo, Tedros afirma que o mundo tem uma dívida de gratidão com os agentes de saúde que cuidam de seus pacientes durante 24 horas ao redor do globo incluindo feriados e fins de semana, quando a maioria das pessoas está descansando.

Diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus. Foto: ONU/Daniel Johnson

Treinamento

Para Tedros, o mundo tem que fazer mais para apoiar os profissionais do setor que precisam de melhor treinamento, melhores salários e mais proteção.

A agência da ONU afirma que 70% da força de trabalho global na área de saúde são mulheres.

Segundo o diretor-geral da OMS, investir no setor gera um dividendo triplo como saúde, crescimento econômico e igualdade de gênero.

Postos de Trabalho

A OMS declarou 2020 como o primeiro Ano Internacional de Enfermeiros e Parteiras. 

Tedros Ghebreyesus disse ainda que com o Ano Internacional, a OMS está pedindo aos governos que invistam em mais postos de trabalho e treinamento profissional para enfermeiros e parteiras.

Ele lembrou que esses profissionais prestam serviços e estão presentes desde os primeiros instantes de vida até o momento da morte.

PMA/Jacques David Uma profissional de saúde no combate ao ebola alimenta um bebê em um centro de tratamento em Kivu do Norte, República Democrática do Congo.

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